Ele falou, falou falou... Grande parte da discussão que veio dar a isto é culpa minha... E ele falou, falou e falou. Eu disse "ok", "e?", "Porquê?", "Humhum, que mais?", e ele falou, falou e falou... Até nisso trocamos de papeis. "Temos de para com essa obcessão de pinar!" eu só queria estar contigo, sabes? Não, não sabe... Não falei, não pensei, só ouvia e ele falou, falou e falou. Sentia-me fora do meu corpo, calma que nem uma pedra, sabia o que ele estava a dizer e as consequências disso, tentei o fazer confirmar... E ele falou, falou e falou e mal confirmou as coisas.
Obcecada por ti? Diz antes "ainda apaixonada"... É mais correcto. Mas não sabes, pois não?
E ele falou, falou e falou... E nada disse.
Magoou e não magoou. Não sou eu neste corpo, não fui eu que o ouvi e li o que ele escreveu. A pressão no peito está lá, mas a vontade de chorar não. Eu descontrolada? Congelei, algo pior do que controlar-me. Viro uma maquina que trabalha, estuda, come, vê filmes e séries e faz imitação de sorrisos.
E ele falou, falou e falou sem saber de nada, sem saber o inicio, meio e fim.
A culpa foi minha. Provoquei demasiado, estiquei a corda, fiz-a arrebentar. Porque me tentava assegurar.
E o vaso caiu, o ar congelou, e chegou o fim.
"Não falou agora sobre isto..." Talvez para a semana. Não vai mudar o fim, mas talvez como se sente o fim. Não quero congelar.
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