quinta-feira, 31 de maio de 2012

Excerto de "Luna e Athena"

Teste de NEUROPSICOFISIOLOGIA!!!!!!!!! Não sei se adoro ou odeio... Mas isso não interessa agora. O que interessa é que depois tenho uns diazitos livres, e tempo para poder escrever... Saudades disso.

Por enquanto ficam com um excerto de uma história que escrevia com uma amiga. Infelizmente está parada, porque ela desistiu e eu não consegui continuar a escrever sozinha. Estou a tentar convencê-la a voltarmos a escrever.

"Algo de estranho andava no ar daquela pequena aldeia. Haviam mortes misteriosas a ocorrer, pessoas que desapareciam e tornavam a aparecer meses depois, sem uma única memoria desses meses, outras apareciam despedaçadas á porta dos familiares, e novas pessoas apareciam, umas suspeitas, outras sem saber nada sobre si. Dias antes, havia sido encontrada a filha adoptiva do Ferreiro lá da aldeia. Desmaiada na floresta, com sangue a sair das suas entranhas. Não se recordava de nada, e talvez, assim fosse melhor para ela, agora andava grávida, e isso fazia tremer de medo toda a aldeia.
Procurou-se o responsável da decadência da pobre rapariga, tentou-se a todo o custo e no maior secretismo investigar-se sobre quem seria o possível pai do que gerava no ventre dela. Reuniram-se provas sobre o sucedido e seguiram o rasto da rapariga ao longo dos meses mas sem resultado. Nada fora encontrado e o medo acentuava-se na aldeia a cada mês que se passava.
No dia em que a jovem mãe começou a sentir as contracções, um misto de felicidade e medo se fazia sentir na aldeia. Era o dia em que a lua escondia a luz do sol, e a escuridão percorria os campos.
- Chamem a parteira! Chamem a parteira! – Gritava o futuro avô pela aldeia, enquanto as mulheres se escondiam nas suas casas, com medo de serem amaldiçoados pelo luar. Batia nas portas em busca da senhora, temendo pela vida da sua filha.
A parteira, uma senhora de idade, foi a única que abriu a porta, sabia que tinha que ajudar a pobre moça:
- Onde está ela? No campo?
- Em casa, nas últimas semanas mal se conseguia mexer, quanto mais trabalhar no campo. Venha, venha depressa, que ela está a perder muito sangue!
Em rápidos passos, depressa chegaram ao monte de pedras a que aquela família chamava lar. De fora, ouvia-se os gritos angustiantes da rapariga."

(...)

"A avó assegurava as duas meninas, tão pequeninas ainda, no seu colo, enquanto chorava em silêncio. O que seria das pobres crianças, os avôs não tinham meios de as criar…
Três dias se passaram, quando a aldeia soube os nomes das crianças, a primeira, nascida ainda sobre a escuridão da lua, seria Luna, a segunda, nascida já com o sol a iluminar as terras e montes, seria Athena. Uma nascida nas trevas, outra nascida na luz… Uma história estranha, mas, nos últimos tempos tudo era estranho naquela aldeia, por isso apenas seria um estranho novo."


Agenda: A FEIRA DO LIVRO COMEÇA HOJE!!!!!!!!!!! Isto, para quem está no Porto.

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