domingo, 27 de maio de 2012

Ética e Eu #1

Fazendo um trabalho de ética, mesmo sabendo que o prof não vai corrigir, faz-nos pensar: Até que ponto devemos ir?
Há quem defenda que temos de nos limitar à pessoa, outros que temos de intervir também no meio que a rodeia, outros na sociedade em si. E mesmo até que nivel da pessoa devemos intervir? Devemos remexer em todos os assuntos, o temos de saber quando parar?
Devemos tornar-nos especialistas apenas na interpretação de acontecimentos intrapsiquicos? Ou também devemos o ser ao nivel das relações interpessoais? Ou mesmo, ter alto conhecimento das teias da sociedade que nos influência?
E somos determinados pelo meio? Ou pela genética? É possivel mudar e/ou controlar? Até que ponto devemos influenciar o cliente, e até que ponto temos de o dar autonomia.
Depende de cada um, das correntes que segue, dos autores que segue, do tempo em que se encontra, do local onde se encontra, dos seus preconceitos e conceptualizações do ser humano e da sociedade.
Psicologia tem destas coisas. É muito vasta e subjectiva. Não se sabe onde começa e onde acaba.
Torno-me uma pessoa extremamente picuinhas e reflectiva a conta disto.
Opiniões são opiniões. E esta é a minha perspectiva enquanto aluna de Psicologia:
Há tendencias genéticas que nos influênciam: pessoas com tendencias depressivas, ou com bipolaridades, ou com sintomas de autismo, esquisofrenia. Vá para onde for, é algo que as afecta mentalmente e socialmente. Não têm culpa, e têm de aprender a lidar com a situação e as pessoas à sua volta também.
Depois há o auto controle, a vontade de mudar e de agarrar as coisas. Ou o contrário. Os temos de tomar um papel activo na nossa vida, ou tudo nós abafa e controla.
As vivências marcam-nos, as pessoas a quem convivemos e confiamos. Cria-se momentos que terão repercussões em nós e na maneira como funcionamos apartir dai.
Então há as pressões do meio, que influenciam e modelam o comportamento no momento. Grupos, situações, leis, etc..
Dar ao outro as capacidades para se controlar e enfrentar o mundo que tem à frente é o nosso papel, na minha perpectiva. Contudo, sou muito intolorante a pessoas com problemazinhos e depressõezinhas. Não me venho num consultório a ouvir uma claramente afortunada pessoa falar das sua coisinhas. Há colegas meus que o querem fazer, e ainda bem, também essas pessoas merecem ser ouvidas e tratadas. Mas à que ter noção das nossas capacidades e eu sou desvaforecida de uma clara paciência para estes casos. Tendo consciencia de tal, nunca irei para Psicologia Clinica.
Não sou fã de vias humanistas nem behavioristas. Não me identifico com elas, contudo apreendi conhecimentos uteis delas. Há que saber ouvir, condicionar e fazer reflectir a pessoa que recorre a nós. Reconheço então que mesmo não gostando

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