sábado, 16 de junho de 2012

Lágrimas

Sabes, elas caíram novamente. Sim, fui-me a baixo novamente por uma situação que podia ter sido muito mais fácil se ao menos te dignasses a ser menos bruto. Mas tens de ser assim, não tens? Dar a entender que és uma besta insensível, que não tem dó nem piedade. É estupido, quando eu sei que não o és... Mas elas caiem, porque dói muito isto, esta situação que já se prolonga há muito tempo. Estás sempre à espera que eu desista, e eu não consigo desistir, por mais que puxes e puxes a corda. Afasto-me durante uns tempos, mas volto, volto sempre. Há algo que me atrai a ti, que me faz não desistir de ti. Nem mesmo depois de elas caírem no meu rosto durante horas consigo te largar. Quando é que vais finalmente aceitar que eu fico à tua espera para bem e para mal? Quando é que vais aceitar que eu não me importo com os teus problemas ou com as tuas pancas, desde que sejas aberto comigo? Quando é que vais acreditar que não vou fugir para lado nenhum? Quando é que vais acreditar que a carga que trazes atrás não me assusta, porque tenho outra igualmente pesada? Não quero meninos da mamã e do papá. Quero a ti, alguém com marcas profundas da vida que não lhe facilitou, que carregou cargas pesadas por si e pelos outros. Quantas mais lágrimas me farás chorar até acreditar em nós e no que temos realmente é especial? Parvo!

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