Há que odiar o Facebook, sinceramente. Dá-nos um cheirinho do que se passa com os outros, mas não dá os motivos, as causas, os porquês, e fica uma pessoa a magicar mil e um cenários, a mandar vir com pessoas, a desejar morte a outras, sem saber metade da história.
Do tipo, mostra-nos o doce, dá-nos a provar um bocadinho o doce, e depois "não podem comer mais, senão estão a violar a privacidade das pessoas". WTF?
Eu falo aqui, porque já fiz muitas dessas merdas. Agora tento não julgar logo tudo o que vejo no Facebook, mas continuo a fazer mil e um cenários na cabeça quando vejo algo intrigante ou que me chateia particularmente. Faz parte de mim fazer um bocado de filme na cabeça. Amigos meus já se riram imenso de certas situações, do ENORME filme que fiz acerca de cenas. O problema é que me stressa, aquelas cenas que me afectam, e dou por mim a querer exigir explicações à força toda (para depois até descobrir que nem todo é sobre mim... Esta mania minha da perseguição).
Cheguei a conclusão de: não querem falar do assunto, não publiquem no vosso mural, não querem que descobrem as cenas, não publiquem no vosso mural, não querem desentendidos, não publicam no vosso mural!
Dou por mim só a mandar piadas, artigos fixes, imagens com piada, opiniões politicas e videos de musicas e afins para lá. Antes mandava cenas um pouco pessoais, mas não estou para fazerem filmes e terem ideias erradas do que se passa comigo ou de mim. Já fazem isso tudo sem o Facebook, não vou dar mais matéria prima para o assunto.
Mas como eu já falhei, muita gente falha. Dá a entender coisas, depois não as quer explicar, fazem mil e um filmes, questionam as intenções um dos outros... As redes sociais só vieram complicar um dos sistemas mais complicados que exite: relacionamento entre as pessoas.
Eu sei que vou continuar a fazer filmes, a tentar parar de não "espreitar" toda a gente e mais alguma e procurar as mil e uma possíveis causas para aquilo.
Porquê? Pelo mesmo motivo que vim para Psicologia, gosto de tender compreender e entender as pessoas. Agora, estou a aprender que há limites nessa procura, é um bocado frustante ter imensas questões e não serem respondidas, com umas, nem me chateio muito, com outras me passo, espero que com o tempo aprenda a lidar melhor com esta frustração. E as pessoas deviam saber qual é o limite entre si e o mundo. Senão expõem-se em demasia, e podem sofrer demasiadas consequências.
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