Those Eyes
"Aceitou que ia
morrer, não aceitou que eu existisse"
Flash de um sonho...
ou pesadelo?
Um dia bonito, com sol,
mas sem ser quente. Acompanho alguém, ou alguém me acompanha...??
Um carro, três homens
novos, dois à frente, um atrás, falam e riem.
Nada de anormal.
De repente, desaparecem
os da frente, e o de trás está com a cara cheia de sangue (onde estou, não sei), mas ele olha para
mim, vejo os seus olhos a
amaldiçoar-me, eu fui a
culpada daquele desastre, sei que sim...
Ele abre a boca e despede-se da sua
mulher e filha, serenamente. Mas aqueles olhos ainda me amaldiçoam, eu, para ele, sou o
ser mais vil que existe, o sangue a escorrer-lhe pela cara, não pára de olhar
para mim, a raiva neles são
patentes. A boca continua a mexer-se, sabe que vai morrer, aceitou o facto. Não
aceitou foi a minha existência.
O carro bate, ele morre...
Alguém diz "Apesar de novo, aceitou a
morte, não é qualquer pessoa que a aceita em velho. Morreu em
paz!"
numa tentativa de me consolar pelo mal que fiz (que mal fiz eu, que
aconteceu??). Ri-me
perante tais palavras. Poderá ser verdade, mas os olhos do outro antes de
morrer não mentiam:
Eu sou mal, e devo
ser destruído!
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