Deito-me, cansada... Perdida entre os meus pensamentos. O meu corpo parado em cima dos lençóis estremece. Sente saudades tuas...
Relembro cada passo que de-mos, naquela noite em que fomos a baixa.
Como controlado eras perante as pessoas, e como o fogo te pegava em todos os pequenos momentos que estávamos sozinhos.As tímidas mãos por debaixo da mesa, que mal encontravam o corpo no outro agarravam-o com toda a força deste mundo.
Como foi que em tão pouco tempo, tu conseguiste alterar o corpo, a essência, a necessidade. Desejo-te quase como desejo agua. Sem água não sobrevivo, sem ti, dou em maluca.
Agora, perdi-te por estupidez, por inexperiência minha, num adeus nunca dito por nós.
Sem comentários:
Enviar um comentário